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Desisto da não desistência

"Desisto!
Como uma rocha que sede ao bater das ondas...
Eu desisto.
Como uma pétala de rosa carregada pelo vento,
Ou o orvalho que se curva aos caminhos da flor...
Eu desisto.

Desisto e me rendo aos encantos da vida,
A magia do incerto,
Ao fascínio do ir e vir, do ser e desCer do passar do tempo.
Rendo-me a parábola dos acontecimentos,
Que me chocam e inquietam
Para depois estarrecer.
Como uma tapa na cara que diz:
Na vida, tudo tem seu tempo.

E assim desisto...
Do controle, do impulso imaturo,
Da taquicardia ansiosa que se instala em meu ser;
Dos dias que teimo em não ceder,
Eu desisto.

Desisto da não desistência.
Cedo-me a infância,
E a toda criança que se estarrece ao ver
Uma largata em seu casulo borboleta renascer.

Da “adulteza”, pois, eu desisto.
Não da idade alargada,
Mas do ser-adulto-de-hoje
Na sua falta de fascínio,
Na sua busca insana pelo controle,
De si, dos outros e da vida.

Rendo-me e me entrego aos seus encantos,
Vida!
Ao vento que carrega e esculpe as areias do deserto,
A pupila dilatada diante da presa e do predador,
Ao pensamento que me faz agir certo,
E a todo o resto que não o faz.

Porque eu sou vida e dela sou;
Dela vim, dela faço parte e dela vou.
Nem acima, nem abaixo,
Parte: assim eu sou."

Junho de 2011



Escrito por Alana às 15h00
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